Será que estamos sozinhos no Universo? O que a Espiritualidade diz sobre a vida em outros mundos

                                             Estamos sozinhos no Universo?

 

                                             Existe vida em outros Mundos ?

 

Zeca com seu avô observando o Universo pelo telescópio

Zeca morava em uma cidade onde as luzes dos prédios às vezes escondiam o brilho do céu.

Mas ele tinha um tesouro: um telescópio  que ganhara do seu avô, Sr. Vicente.

Todas as sextas-feiras, eles subiam até o terraço para “viajar” sem sair do lugar.

Certa noite, Zeca observava a Lua e depois apontou para um pontinho avermelhado no horizonte.

Vovô, o senhor já pensou em como o universo é grande?

Perguntou o menino, com o olho colado na lente. Às vezes eu sinto um pouco de medo. Parece que somos um grão de areia num deserto escuro. Será que estamos sozinhos mesmo neste mundão?

Sr. Vicente limpou os óculos e sentou-se na sua cadeira de balanço, olhando para a imensidão estrelada.  Sabe, Zeca, essa sua dúvida é muito antiga.

Mas imagine o seguinte:

Você já viu aquele prédio enorme que construíram no centro, o “Condomínio das acácias”?

Já sim, vovô. Ele tem centenas de janelas!

Pois bem.

Imagine que você passa na frente dele à noite e vê apenas uma janela acesa, a sua. Você diria que o resto do prédio está vazio só porque não consegue ver quem mora nos outros andares?

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                                              A Casa do Pai tem Muitas Moradas

 

Zeca parou e pensou. Aquilo fazia sentido.

Não, vovô. Eu saberia que tem gente lá, só que em outros apartamentos, vivendo vidas diferentes da minha.

 Exatamente,  sorriu o avô.

O Universo é o grande “Edifício de Deus”.

Seria muito egoísmo da nossa parte acreditar que o Criador, em sua infinita sabedoria, teria feito bilhões de sóis e planetas apenas para enfeitar o nosso céu noturno, a vida é um hino que ressoa em todo lugar.

Zeca voltou ao telescópio, agora com mais curiosidade do que medo.

Mas vovô, se tem gente morando lá, por que eles não dão um “oi”?

Por que eles não são iguais a nós?

Diferentes Andares, Diferentes Vidas

 

Sr. Vicente usou uma analogia que Zeca nunca esqueceu:

Pense no mar, meu filho. Lá no fundo, moram os peixes. Eles respiram debaixo d’água e têm barbatanas. Se você perguntasse a um peixe se é possível viver aqui no terraço, respirando esse ar seco, ele diria que é impossível! Para ele, o mundo acaba onde a água termina.

O avô continuou, apontando para as diferentes constelações:

Existem mundos que são como “escolas primárias”, onde o aprendizado ainda é difícil, como a nossa Terra. Mas existem mundos que são como “universidades de luz”, onde o mal não entra mais e os seres vivem em plena harmonia. Cada planeta abriga os moradores que estão no “andar” certo para o seu aprendizado. A pluralidade dos mundos é a prova de que Deus não desperdiça espaço nem amor.

                                                    O Grão de Areia que Brilha

 

Zeca imaginando  cidades feitas de luz, jardins que flutuavam

Zeca olhou novamente para Júpiter e Saturno.

Ele imaginou cidades feitas de luz, jardins que flutuavam e seres que se comunicavam apenas pelo pensamento. O universo não parecia mais um deserto escuro; parecia uma festa de luzes onde todos eram convidados.

Então, vovô, nós não somos só um grão de areia?

Somos um grão de areia, sim,  respondeu Vicente, abraçando o neto.  Mas somos um grão de areia que faz parte de uma praia infinita. Saber que não estamos sozinhos nos dá uma responsabilidade linda: a de cuidar bem do nosso “apartamento” aqui na Terra, para que um dia possamos visitar os outros andares desse condomínio estelar.

Zeca foi dormir naquela noite sentindo que tinha vizinhos por todo o lado. Ao fechar os olhos, ele não via mais o vazio, mas sim as janelas acesas de Deus, brilhando em cada estrela, lembrando que a vida é eterna e está em todo lugar.

Moral da História

 

A Terra é apenas uma das inúmeras escolas no universo.

A pluralidade dos mundos habitados nos ensina a humildade de saber que não somos o centro da criação, mas também nos traz a esperança de que existem planos superiores de paz e felicidade nos aguardando conforme evoluímos. O universo é a casa viva de Deus.

Por que essa história é importante?

 

Ela combate o sentimento de isolamento e o medo do desconhecido.

Ao usar a metáfora do “condomínio”, a história torna o conceito de vida em outros planetas algo acolhedor e lógico. Para o leitor espírita ou espiritualista, reforça a ideia de que a evolução é o motor que nos leva a conhecer novas e melhores moradas.

Outras histórias para ler:

https://steloos.com/estorias/%f0%9f%8c%99%e2%9c%a8-o-reino-das-duas-luzes/

https://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com/2017/06/15/2205/

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