A Luzinha no Coração

Tilly era uma menina de luzinha no coração, olhos brilhantes e uma curiosidade que não cabia no peito.

Ela era daquelas crianças que fazem perguntas sobre tudo: por que o céu é azul?

Por que as flores fecham à noite?

Mas a pergunta que ela mais guardava era sobre algo que ela sentia, mas não conseguia ver.

Certa manhã, na escola, o pátio estava barulhento como sempre.

Crianças corriam, gritavam e jogavam bola.

 No entanto, em um cantinho afastado, perto do pé de amendoeira, Tilly avistou seu amigo Charlie.

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Tilly sentada ao lado de Charlie debaixo da amendoeira, com uma aura suave e amarela começando a brilhar no peito dela.

 Ele estava sentado no chão, cabisbaixo, desenhando círculos na terra com um graveto.

 Seus olhos estavam nublados, cheios de uma tristeza que parecia pesada demais para um menino daquela idade.

Tilly sentiu um aperto no próprio peito.

Ela poderia ter ido brincar de amarelinha com as outras meninas, mas algo a puxou na direção de Charlie.

 O que foi, Charlie?

Perguntou ela, sentando-se ao lado dele, ignorando a poeira no vestido.

 Ninguém quer brincar comigo hoje, Tilly… Dizem que eu sou devagar demais para o time de futebol  respondeu ele, sem desviar os olhos do chão.

Tilly pensou por um instante.

Ela lembrou-se de que Jesus ensinava que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados.

 Ela não precisava de um time inteiro para ser feliz; precisava apenas de um amigo.

Com um sorriso largo, ela segurou a mão de Charlie e disse com firmeza:

Pois eu quero brincar com você!

 E hoje, o nosso quartel-general vai ser aqui debaixo desta árvore.

Os dois passaram o recreio inteiro criando mundos imaginários.

Riram, apostaram corrida e conversaram sobre super-heróis.

Charlie, que antes estava murcho, agora exibia um sorriso que iluminava o rosto.

Quando o sinal tocou para voltarem à sala, Tilly sentiu uma sensação estranha e maravilhosa.

Era como se um solzinho estivesse nascendo dentro do seu peito, aquecendo cada pedacinho do seu corpo.

Ao chegar em casa, Tilly não conseguia parar de sorrir.

Enquanto ajudava sua avó a colher hortelã no quintal, ela resolveu investigar aquele mistério.

Vovó… por que eu senti uma coisa tão boa e quentinha no coração hoje na escola?

Parece que tem uma lâmpada acesa aqui dentro!

A avó de Tilly, uma senhora de mãos calejadas pelo trabalho e coração macio pela fé, parou o que estava fazendo e abraçou a neta.

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Tilly e a vovó no jardim, com pequenas partículas de luz flutuando entre as duas enquanto conversam.

 Ah, minha querida Estrelinha… isso que você sentiu é a sua luzinha!

 Explicou a vovó com doçura.

 Todos nós nascemos com uma luz especial guardada no centro do coração.

 É a nossa centelha divina, um pedacinho do amor de Deus que habita em nós.

 Ela é silenciosa, mas brilha com muita força toda vez que escolhemos fazer o bem sem esperar nada em troca.

Tilly arregalou os olhos, fascinada.

 Então, ajudar o Charlie hoje fez minha luz brilhar?

 Com certeza!

 Confirmou a vovó.

 E sabe o que é o mais bonito desse segredo?

A caridade e a empatia são contagiosas.

 Quando você acende a sua luz para ajudar alguém, a luz da outra pessoa, que talvez estivesse fraquinha ou apagada pela tristeza, também começa a brilhar.

 É como se fosse uma imensa corrente de luz que vai passando de coração em coração.

Naquela noite, antes de se deitar, Tilly ficou um tempo na janela olhando para o céu.

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Tilly olhando para o céu estrelado do quarto, com o reflexo de uma pequena estrela brilhando bem no centro do seu peito.

As estrelas pareciam piscar de volta para ela, como se fossem milhões de outras pessoas espalhando suas centelhas pelo universo.

Ela entendeu que ser uma “Estrelinha de Luz” não era sobre ser perfeita, mas sobre estar atenta para acender a luz de quem cruzasse o seu caminho.

Deitada em sua cama quentinha, Tilly fechou os olhos e fez uma oração sincera:

 Papai do Céu, obrigada por essa luzinha.

Que ela nunca se apague por causa do egoísmo e que, amanhã, eu encontre muitas outras luzinhas precisando de um pouquinho de brilho.

E assim, Tilly adormeceu, sonhando com um mundo onde ninguém ficasse no escuro, porque todos tinham aprendido a cuidar da centelha divina que carregavam no peito.

Por que essa história é importante?

A história de Tilly nos ensina o conceito fundamental da caridade  de uma forma lúdica.

Muitas vezes achamos que ajudar o próximo é algo complicado, mas a “Luzinha no Coração” mostra que a empatia,  que possuímos.

Moral da História

“Fazer o bem é a única forma de iluminar a própria alma. Quando acendemos a luz do próximo, o nosso caminho nunca fica às escuras.”

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