Pipo e a Aventura na Floresta

Na Floresta do Algodão Doce, onde as flores cheiram a baunilha e os rios parecem feitos de calda de morango, vivia o ursinho Pipo.

Ele era o urso mais fofinho da região, com um pelo cor de caramelo e um laço xadrez verde que sua avó havia costurado com muito carinho.

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Pipo tinha uma vida perfeita e gostava da ideia de se aventurar na floresta.

Ele adorava brincar de esconde-esconde nas samambaias gigantes e fazer piqueniques com seus melhores amigos: a coelha Lili, que usava um lacinho na orelha, e o porquinho-espinho Zeca, que era um pouco ranzinza, mas tinha o coração mais mole da floresta.

Mas havia algo que tirava o sono de Pipo.

No centro da floresta, existia a Árvore Centenária.

Ela era tão alta que o seu topo desaparecia entre as nuvens branquinhas.

Lá no alto, escondida entre os galhos mais fortes, ficava a Colmeia Dourada.

Diziam que o mel daquela colmeia brilhava no escuro e tinha o poder de curar qualquer tristeza e dar energia para quem estivesse dodói.

Todo ano, no dia do Festival da Primavera, os ursos da floresta faziam uma competição para ver quem conseguia buscar um pote desse mel.

Pipo olhava para aquela árvore e sentia suas pernas virarem geleia.

Ele tinha pavor de altura.

Enquanto os outros ursinhos subiam rindo, Pipo ficava lá embaixo, fingindo que estava muito ocupado contando formigas ou conferindo se o seu laço xadrez estava retinho.

Certa manhã, algo triste aconteceu.

A coelha Lili, tentando colher algumas frutinhas silvestres para o lanche, acabou tropeçando e machucou sua patinha.

Ela ficou bem quietinha em sua toca, triste porque não conseguia mais pular.

A vovó de Pipo disse:

“Pipo, o único remédio que faz a patinha da Lili sarar num piscar de olhos é o Mel da Colmeia Dourada.

Mas a árvore é tão alta…”

Pipo olhou para o pote vazio em sua prateleira e depois para a janela, onde a Árvore Centenária parecia mais gigante do que nunca.

Seu coração bateu forte, como um tambor: tump-tump, tump-tump.

Ele não queria subir, mas ele amava a Lili.

Pipo caminhou até a base da árvore.

Zeca, o porquinho-espinho, apareceu e disse:

“Você não precisa subir tudo de uma vez, Pipo. Só precisa dar o primeiro passo.”

Pipo colocou a primeira patinha no tronco rugoso.

Depois a segunda.

Ele começou a subir.

No meio do caminho, o vento soprou mais forte e a árvore balançou.

Pipo fechou os olhos com força e abraçou o tronco.

“Eu vou cair! Eu vou cair!”

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Ele choramingou.

Mas, lá de baixo, ele ouviu uma torcida.

Todos os animais da floresta estavam reunidos.

“Olhe para cima, Pipo! Falta pouco!”

Gritavam em coro.

Pipo não olhou para baixo.

Ele focou no brilho dourado que vinha do topo.

Ele percebeu que, cada vez que subia um galho, ele se sentia um pouquinho mais forte.

O medo ainda estava lá, mas a vontade de ajudar a Lili era muito maior.

Quando finalmente alcançou o topo, Pipo ficou sem fôlego.

A vista era linda!

Ele conseguia ver toda a Floresta do Algodão Doce, os rios de morango e as montanhas de marshmallow.

Ele pegou um pote de madeira e colheu o mel, que era tão docinho que o cheiro perfumou o ar inteirinho.

A descida foi mais tranquila. Pipo parecia flutuar.

Quando seus pés tocaram o chão, ele foi recebido com abraços e festejos.

Ele correu para a toca da Lili e deu a ela uma colherada do mel.

No mesmo instante, Lili deu um pulo de alegria!

Naquela noite, Pipo aprendeu que ser corajoso não significa não ter medo.

Significa que, mesmo com o frio na barriga, a gente escolhe fazer o que é certo pelas pessoas que a gente ama.

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E, desde aquele dia, Pipo se tornou o melhor escalador da floresta, sempre com seu laço xadrez balançando ao vento lá no alto.

Moral da História

 

Por que ?

 

A coragem não é a ausência de medo, mas a força que você encontra para agir quando alguém que você ama precisa de você.

Porque todo mundo sente medo de alguma coisa, e isso não é um problema!

O segredo do Pipo é que ele descobriu que ser corajoso não é ser um super-herói que nunca treme as pernas.

Ser corajoso é dar um passinho de cada vez, mesmo com frio na barriga, especialmente quando fazemos isso para ajudar um amigo.

Assim como o mel da árvore é doce, a sensação de vencer um desafio é a coisa mais gostosa do mundo!

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