Maya era uma menina que colecionava ventos, pedrinhas em formato de coração e mapas que ela mesma desenhava.
Um dia, enquanto explorava o sótão da sua avó, ela encontrou uma caixinha de madeira com um único lápis dentro.
Ele era comprido, com o corpo todo decorado com estrelinhas douradas.
Assim que Maya o tocou, sentiu um formigamento na ponta dos dedos.
Olá!
Disse uma vozinha fina e animada.
Eu estava esperando por alguém com as mãos cheias de aventura!
Maya deu um pulo de susto.
O lápis estava em pé na palma da sua mão, fazendo uma pequena reverência.
O nome dele era Bill, e ele não era um lápis comum: ele podia desenhar portas para outros mundos.

Maya não perdeu tempo.
Com a ajuda de Bill, ela desenhou um círculo perfeito na parede de madeira do sótão.
Mas, em vez de um risco cinza, o lápis deixou um rastro de luz colorida.
O círculo começou a brilhar e, de repente, se transformou em um túnel feito de algodão-doce e nuvens!
Sem medo, Maya deu a mão para a o lápis Bill e atravessou.
Do outro lado, eles chegaram à Cidade das Cores Perdidas, um lugar onde as árvores eram de papel manteiga e os rios eram feitos de tinta guache azulzinha.

O problema é que a cidade estava ficando cinza porque os habitantes tinham esquecido como brincar.
Precisamos de um plano, Maya!
Exclamou Bill, já começando a desenhar borboletas gigantes no ar que ganhavam vida e saíam voando.
Maya sorriu.
Ela sabia exatamente o que fazer.
Usando a ponta mágica de Bill, ela começou a desenhar escorregadores que ligavam as nuvens ao chão e flores que soltavam bolhas de sabão em vez de pólen.
Enquanto desenhavam juntos, Maya percebeu que o segredo não era apenas o lápis mágico, mas a alegria que eles sentiam ao criar algo novo.
Conforme as crianças daquela cidade viam as criações de Maya, elas voltavam a rir, e a cor retornava para cada folha e cada gota d’água.
Para salvar a Cidade das Cores Perdidas, Maya e Billsabiam que precisavam de algo grandioso.
No centro da praça cinzenta, Maya respirou fundo e começou a traçar linhas gigantescas que subiam até o céu.
Bill soltava faíscas de todas as cores enquanto dançava nas mãos da menina.
Lentamente, surgiu um Castelo de Giz de Cera colossal!
Suas torres eram pontas de lápis coloridos e as paredes pareciam telas infinitas em branco.
Maya gritou para todos os habitantes:
“Venham! Aqui, a imaginação não tem limites!”.

As crianças, que antes estavam tristes, correram com seus próprios pedacinhos de giz e começaram a desenhar corações, dragões amigáveis e flores gigantes nas paredes do castelo.
No momento em que a última parede foi preenchida com desenhos, uma explosão de cor tomou conta de todo o horizonte, e a cidade nunca mais ficou cinza.
Maya percebeu que o castelo não era apenas um lugar, mas um convite para que todos colocassem sua própria alegria no mundo.
Moral da História
“A alegria e a cor do mundo dependem de como escolhemos expressar o que temos dentro de nós.”
Por que ?
Maya mostra que uma criança tem o poder de mudar o ambiente ao seu redor através da sua criatividade.
O castelo só fica completo e a cidade só ganha cor de verdade quando todos participam.
Isso ensina o valor do trabalho em equipe e da comunidade.
O “desenhar nas paredes” simboliza a quebra de bloqueios.
Muitas vezes as crianças e adultos deixam de ser criativas por medo de errar ou “sujar”.
A história diz que expressar-se é necessário e libertador.
A Magia está no fazer: O lápis era mágico, mas ele precisava da mão e da vontade da Maya para funcionar.
A ferramenta tecnologia/objeto só ganha vida com o propósito humano.
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